HOSPITAL SILVESTRE REALIZA SEU PRIMEIRO TRANSPLANTE DE FÍGADO

Cirurgia em homem de 41 anos foi comandada pelo médico Eduardo Fernandes, com mais de 500 transplantes na carreira.

O Hospital Adventista Silvestre, no Cosme Velho, realizou ontem o seu primeiro transplante de fígado. O paciente é um homem de 41 anos. A cirurgia comandada pelo Dr. Eduardo Fernandes, ex-Hospital do Fundão, médico com uma imensa experiência de mais de 500 transplantes, teve a duração de inco horas e foi considerada um sucesso e ainda 100% gratuita. O paciente fez a cirurgia através do Programa de Responsabilidade Social do Hospital Silvestre.

O transplante de fígado é considerado como um procedimento de grande complexidade. Segundo os médicos, nenhum outro interfere tanto no organismo humano. Para o sucesso de uma cirurgia como a que foi feita pela equipe do Dr. Eduardo Fernandes, vinda do Hospital do Fundão e absorvida pelo Hospital Silvestre, são fundamentais uma completa infra-estrutura hospitalar e uma equipe multidisciplinar altamente diferenciada.

A captação de órgãos aconteceu ontem, às 15h. O doador tinha 60 anos. A fila de espera no SUS para esse tipo de cirurgia no Rio de Janeiro é uma das maiores do País.Os transplantes de fígado são realizados desde o final da década de 60.

O Hospital Adventista Silvestre já está habilitado também para fazer transplantes de coração e de córnea.

Programa Estadual de Transplantes

Desde abril, o Hospital Adventista Silvestre é um dos cinco hospitais particulares do Rio que integram a rede de transplantes de órgãos do estado. Esses hospitais foram credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, desde então, passaram a operar pelo Programa Especial de Transplantes (PET), da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil. A criação do programa é decisiva para a redução do tempo de espera dos pacientes por suas cirurgias.

A meta do PET é realizar um transplante a cada 2,3 dias fazendo subir de 4,4 doadores por cada grupo de 1 milhão de pessoas para 8,7 doadores.

Dados do Ministério da Saúde mostram o crescimento do número de transplantes no Brasil. 

Segundo o órgão, em 2009, houve um crescimento de 255%. No Rio, o aumento foi de 13%.